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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Seminário LabSis de 29/09/2016

    Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 29/09, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o sétimo seminário do LabSis, do ciclo de 2016. O palestrante será Zheng Tang, aluno de pós-graduação da King Abdullah University for Science and Technology (KAUST) na Arábia Saudita.

Título: The Lithospheric Shear-Wave Velocity Structure of Saudi Arabia

Resumo:


The lithospheric shear-wave velocity structure of Saudi Arabia has been investigated by conducting H-κ stacking analysis and jointly inverting teleseismic P-receiver functions and fundamental-mode Rayleigh wave group velocities at 56 broadband stations deployed by the Saudi Geological Survey (SGS). The study region, the Arabian plate, is traditionally divided into the western Arabian shield and the eastern Arabian platform: The Arabian shield itself is a complicated mélange of crustal material, composed of several Proterozoic terrains separated by ophiolite-bearing suture zones and dotted by outcropping Cenozoic volcanic rocks locally known as Harrats; The Arabian platform is primarily covered by 8 to 10 km of Paleozoic, Mesozoic and Cenozoic sedimentary rocks. Our results reveal high Vp/Vs ratios at a Cenozoic volcanic area – Harrat Lunayyir, which are interpreted as resulting from solidified magma intrusions from old magmatic episodes in the shield. Our results also indicate slow velocities and large upper mantle lid temperatures below the southern and northern tips of the Arabian shield, when compared with values obtained for the central shield. We argue that our inferred patterns of lid velocity and temperature result from heating by thermal conduction from the Afar plume (and, possibly, the Jordan plume), and that volcanism in western Arabia may result from small-scale adiabatic ascent of magma diapirs. 

Fonte: LabSis/UFRN
Jordi Julià, Rodrigo Luiz, Zheng Tang

 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Seminário LabSis de 22/09/2016

    Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 22/09, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o sexto seminário do LabSis, do ciclo de 2016. O palestrante será Diogo Coelho, do Departamento de Geofísica (DGEF).

Título: Caracterização da Arquitetura Litosférica da Bacia do Parnaíba com Sismologia de Fonte Passiva - Resultados Preliminares.

 

Resumo:







Entender a dinâmica e a estrutura profunda da Litosfera é a chave para melhorar nossa compreensão dos principais processos geológicos operantes no planeta. Processos em escalas litosféricas, como a origem e a evolução de grandes bacias intracratônicas, podem gerar grandes feições em subsuperfície, estas são observáveis por métodos geofísicos. A área em estudo é a Bacia do Parnaíba, uma das maiores bacias intracratônicas do planeta, que recentemente, devido ao seu grande potencial energético, vem sendo o foco de investigações geofísicas da BP Energy do Brasil. O principal objetivo deste trabalho é prover novas imagens da Crosta e da Litosfera sob a bacia e identificar as principais descontinuidades sísmicas, com isso pretende-se prover dados mais consistentes e detalhados sobre a arquitetura e a evolução geológica da Bacia do Parnaíba. Um total de 8 estações sismográficas de banda larga foram instaladas em Abril de 2016 em um seção NE-SW na Bacia do Parnaíba, com um espaçamento entre as estações de 70 km. Este perfil foi adensado próximo ao depocentro atual da Bacia com 10 estações sismográficas de período curto para aumentar a resolução nesta região. Para imagear as estruturas crustais utilizou-se a técnica da Função do Receptor, uma metodologia que é bem difundida na sismologia de barda larga para o imageamento de estruturas crustais e mantélicas em áreas continentais. Nesta apresentação pretende-se mostrar e discutir os resultados preliminares oriundos de 6 meses de coleta de dados.
Palavras-Chave: Sismologia, Bacia do Parnaíba, Arquitetura Litosférica

Fonte: LabSis/UFRN
Diogo Coelho, Jordi Julià, Rodrigo Luiz

Seminário LabSis de 22/09/2016

    Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 22/09, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o sexto seminário do LabSis, do ciclo de 2016. O palestrante será Diogo Coelho, do Departamento de Geofísica (DGEF).

Título: Caracterização da Arquitetura Litosférica da Bacia do Parnaíba com Sismologia de Fonte Passiva - Resultados Preliminares.

 

Resumo:







Entender a dinâmica e a estrutura profunda da Litosfera é a chave para melhorar nossa compreensão dos principais processos geológicos operantes no planeta. Processos em escalas litosféricas, como a origem e a evolução de grandes bacias intracratônicas, podem gerar grandes feições em subsuperfície, estas são observáveis por métodos geofísicos. A área em estudo é a Bacia do Parnaíba, uma das maiores bacias intracratônicas do planeta, que recentemente, devido ao seu grande potencial energético, vem sendo o foco de investigações geofísicas da BP Energy do Brasil. O principal objetivo deste trabalho é prover novas imagens da Crosta e da Litosfera sob a bacia e identificar as principais descontinuidades sísmicas, com isso pretende-se prover dados mais consistentes e detalhados sobre a arquitetura e a evolução geológica da Bacia do Parnaíba. Um total de 8 estações sismográficas de banda larga foram instaladas em Abril de 2016 em um seção NE-SW na Bacia do Parnaíba, com um espaçamento entre as estações de 70 km. Este perfil foi adensado próximo ao depocentro atual da Bacia com 10 estações sismográficas de período curto para aumentar a resolução nesta região. Para imagear as estruturas crustais utilizou-se a técnica da Função do Receptor, uma metodologia que é bem difundida na sismologia de barda larga para o imageamento de estruturas crustais e mantélicas em áreas continentais. Nesta apresentação pretende-se mostrar e discutir os resultados preliminares oriundos de 6 meses de coleta de dados.
Palavras-Chave: Sismologia, Bacia do Parnaíba, Arquitetura Litosférica

Fonte: LabSis/UFRN
Diogo Coelho, Jordi Julià, Rodrigo Luiz

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Seminário LabSis de 15/09/2016

    Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 15/09, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o quinto seminário do LabSis, do ciclo de 2016. A palestrante será Dra Gaëlle Lamarque, da Université de Saint-Etienne. 

TítuloStructures and deformations correlated to the activation of a major shear zone. Multi-scale study of the Eastern boundary of the Terre Adélie craton. (Mertz shear zone, East Antartica)
 
Resumo:
 
The study of the behaviour and the structure of large shear zones, as well as their evolution in space and times is essential because shear zones accommodate the main deformation in intermediate and deep crust as well as in the mantle.
The Mertz shear zone (MSZ; longitude 145_East, Antarctica) is a key target for the study of the deformation localization. The MSZ is located on the eastern boundary of the Neoarchean to Paleoproterozoic Terre Adélie craton (TAC) and it separates the TAC from a Paleozoic granitic domain to the east. Previous studies suggest that this strike slip structure was probably continuous with the Kalinjala shear zone (KSZ, South Australia) before the opening of the Southern Ocean. Outcrops indicate that the MSZ was formed in the intermediate crust during a transpressive event at 1.7Ga.
The structure of the MSZ was studied from terrain to micrometric scales. The field structural study shows that the Paleoproterozoic deformation is mainly accommodated by localized shear zones that are extremely anastomosed at the MSZ and become more scattered elsewhere in the TAC. Microstructures and crystallographic preferred orientation (CPO) of minerals (quartz, feldspaths, biotite, amphibole and orthopyroxene) of the MSZ indicate similar characteristics that can be interpreted in termsof conditions, cinematic and rate of deformation, which are distinct from those of the tectonic boudins from the TAC.
These tectonic boudins reveal microstructures and CPO including a large variety of mechanisms of deformation developed during their formation at 2.5 Ga.   
The seismological study (receiver functions and SKS-­‐waves anisotropy) permits the characterization of the deep structure on the MSZ area. Receiver functions results show that crustal thickness is about 40 to 44 km in the TAC, 36 km above the MSZ and 28km in the Paleozoic domain to the east. Analysis of SKS‐ waves anisotropy suggests that the mantle structures below the craton (ϕ=N90°E, δt=0,8‐1,6 s) are different from the ones below the Paleozoic domain (ϕ=N60°E, δt=0,6 s). Thus, the MSZ constitutes the boundary between two lithospheres with distinct crustal thicknesses and mantle structures. 
The geochronological study (U-­‐Pb dating on zircon and monazite) reveals that the basement of the domain located to the east of the MSZ has a different age and geodynamical story than the TAC. Inherited Archean and Paleoproterozoic ages are similar to those of the terrains located to the east of the KSZ in South Australia that con_rms the connection between the Mertz and Kalinjala shear zones. Moreover, the inherited and metamorphic Paleozoic zircon ages as well as the geographic location of the outcrops west of the Transantarctic mountains suggest that studied samples are derived from a pre-­‐Gondwana passive margin formed in a back-­‐arc basin opened in the continental crust just before the Ross orogeny at 514‐ 505 Ma. 
This multi­‐scale approach thus permits precise the geodynamic evolution of the region located east of the MSZ and provide new elements for Australia-­‐Antarctica connection. Moreover, this thesis highlights the importance of tectonic inheritance in the development of shear zones (with the presence of archean inherited structures in the case of the MSZ), as well as localization processes in cratonic lithospheres from at least the Paleoproterozoic times. 
 
Fonte: LabSis/UFRN
Gaëlle Lamarque, Jordi Julià, Rodrigo Luiz
 

Seminário LabSis de 08/09/2016

      Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 08/09, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o quarto seminário do LabSis, do ciclo de 2016. O palestrante será Dário Guedes Miranda de Assunção, do Departamento de Geofísica (DGEF).

Título: Análise da técnica de escaneamento de fonte com possível identificados de onda p, para potencial utilização em monitoramento microssísmico.
 
Resumo:

    O desenvolvimento de técnicas cada vez mais eficientes de estimulação de reservatórios de hidrocarbonetos, através de fraturamento hidráulico, alavancaram os índices de produção mundial nos últimos anos. O monitoramento de eventos microssísmicos, gerados nesse ambiente de produção, pode fornecer informações superimportantes a respeito do reservatório. A aplicação desse monitoramento, relacionado à injeção de fluidos, está sendo cada vez mais recorrente na indústria de petróleo, devido à capacidade destas informações auxiliarem no desenvolvimento do reservatório, na decisão de posicionamento de novas injeções de fluidos, localização de novas perfurações, etc. O desenvolvimento e aperfeiçoamento de métodos no monitoramento microssísmico é uma importante alternativa de pesquisa para auxiliar o desenvolvimento de campos produtores, devido à ausência de métodos que apresentem baixo custo e então viabilize a sua utilização em campos de baixa produção. Desta forma, propomos uma análise de viabilidade computacional e eficiência na utilização da técnica SSA com possível identificador de onda “P”, através de testes em dados sintéticos, para possível utilização em monitoramento de eventos microssísmicos em ambientes com operações de fraturamento hidráulico.
Fonte: LabSis/UFRN
Dário Assunção, Jordi Julià, Rodrigo Luiz

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 02/09/2016

    Hoje, dia 02/09, às 08:40 UTC, ocorreu um tremor de magnitude 4.9 na cordilheira meso-oceânica. O epicentro do evento está localizado a aproximadamente 937 km a NNW da ilha de Ascensão, a 1.395 km a E de São Pedro e São Paulo, a 1.800 km a ENE de Fernando de Noronha, a 2.150 km a ENE de Natal, a 2.210 km a ENE de Recife e a 2.455 km a ENE de Fortaleza.
     O mapa de localização epicentral está na Figura 1. 

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR). 
    O registro desse evento na estação RCBR está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento na estação RCBR.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Defesa de dissertação de Cristiane de Souza Costa em 31/08/2016

    Na próxima quarta-feira, dia 31/08, às 08:30, no Auditório do Departamento de Geofísica,  haverá a defesa de dissertação de mestrado de Cristiane de Souza Costa, sendo que a mestranda é aluna do Programa de Pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica (PPGG).  A banca examinadora será formada pelos doutores Joaquim Mendes Ferreira (DGEF/UFRN, orientador), José Antônio de Morais Moreira (DGEF/UFRN) e Vladimir Cruz de Medeiros (CPRM).
    A dissertação tem por título "Sismicidade em Pedra Preta-RN em 2013-2014". Nela é discutida a sismicidade em Pedra Preta, no citado período. A sismicidade em Pedra Preta teve início em 2010, quando foi realizada uma primeira campanha e, em outubro de 2013, recrudesceu, ocorrendo vários eventos acima do limiar de percepção, o que causou apreensão na população. No dia 27/11/2013 ocorreu um tremor de magnitude 3.7, o maior até agora em Pedra Preta, que foi sentido em Natal. Após isso, uma nova rede sismográfica foi instalada na região e a dissertação mostra os resultados obtidos pela análise dos dados obtidos, como hipocentros e mecanismo focal composto, e é feita uma discussão da correlação entre a sismicidade e feições geológicas mapeadas na região.
    Um mapa de epicentros é mostrado na Figura 1. 

Figura 1. Mapa de epicentros. Os círculos amarelos simbolizam os sismos mais profundos e os quadrados verdes os mais rasos da campanha de 2013-2014. Os círculos cinza representam os sismos da campanha de 2010-2011. Os triângulos azuis simbolizam as estações da rede utilizada na campanha de 2013. 
Fonte: LabSis/UFRN, PPGG
Joaquim Ferreira

Seminário LabSis de 01/09/2016

    Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 01/09, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o terceiro seminário do LabSis, do ciclo de 2016. O palestrante será Flávio Lemos de Santana, do Departamento de Geofísica (DGEF).

Título: Aplicação do Source Scanning Algorithm (SSA)  na localização de fontes sísmicas. Testes em dados sintéticos e aplicação em dados reais obtidos do monitoramento de  hidrofraturamento em poços de petróleo.
 
Resumo:

   
A enorme e crescente quantidade de dados sísmicos e sismológicos criou a necessidade de se automatizar, da maneira mais completa quanto possível, as etapas de processamento de dados. No caso da localização de fontes sísmicas, mesmo os métodos automáticos de localização, são alimentados com dados de tempo de chegada  de ondas sísmicas identificados por meio de uma inspeção visual dos sismogramas. Em geral, utiliza-se os tempos de chegada das fases P ou P e S, que são  invertidos para se obter a localização do hipocentro e o tempo de origem de um evento sísmico. Essa abordagem tem como limitações: 1) erros na identificação do tempo de chegada das fases sísmicas e, 2) há dificuldade em correlacionar corretamente, em estações diferentes, fases individuais da mesma fonte sísmica. Isso se torna ainda mais complicado quando os eventos estão próximos no espaço e no tempo.
            O método SSA supera essas limitações por explorar a forma de onda gravada para um conjunto de estações sísmicas, incluindo o tempo de chegada e a amplitude relativa. O SSA funciona testando automaticamente se há uma fonte sísmica presente para para um particular tempo e localização. Para isso, o SSA empilha os sismogramas de uma rede de estações sismográficas usando o tempo de percurso teórico, calculado com um dado modelo de velocidades e para um dado hipocentro e tempo de origem tentativos. A região de interesse é discretizada e testada ponto a ponto pelo empilhamento dos sismogramas de diferentes estações. O hipocentro é localizado quando o ponto de maior valor de empilhamento é encontrado. O método tem como vantagens não usar a identificação manual do tempo de chegada e ser aplicável até mesmo em dados com baixa razão sinal/ruído.
            Originalmente o SSA foi construído para ser aplicado em macrossismos. No caso deste trabalho, estamos aplicando esse algorítimo na localização de eventos  causados pelo hidrofraturamento em poços de petróleo (microssismos). Nesse cenário, as distâncias e tempos envolvidos são muito curtos, ou seja, a escala é pequena. Assim é necessário discretizar o espaço e o tempo em intervalos também pequenos, da ordem de poucos metros e em uma fração do segundo, respectivamente. Além disso, o nível de ruído é alto (bombeio de fluido para dentro dos poços) e a energia liberada pelos microfraturamentos é baixa, o que torna os microtremores não identificáveis visualmente nos sismogramas. Diante dessas condições pouco favoráveis, esse trabalho tem como objetivo testar se o SSA tem resolução para identificar fontes sísmicas muito próximas no espaço e no tempo a partir de sismogramas com razão sinal/ruído extremamente pobre.

Fonte: LabSis/UFRN
Flávio Lemos, Jordi Julià, Rodrigo Luiz
 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Forte tremor na cordilheira meso-oceânica em 29/08/2016

    Hoje, 29/08, às 04:29 UTC um forte tremor, de magnitude 7.1, ocorreu na cordilheira meso-oceânica. Esse tremor foi seguido, às 08:20 UTC, de uma réplica de magnitude 5.0.  O epicentro do evento está localizado a aproximadamente 951 km a NNW da ilha de Ascensão, a 1.290 km a ESE de São Pedro e São Paulo, a 1.680 km a ENE de Fernando de Noronha, a 2.030 km a ENE de Natal, a 2.095 km a ENE de Recife e a 2.350 km a ENE de Fortaleza. 
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR). 
    O registro desse evento na estação RCBR está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento na estação RCBR.
    Dada a magnitude do evento uma questão a perguntar é: esse evento não poderia ter causado um tsunami? O USGS determinou também o tensor momento sísmico (Figura 3) e o movimento do terremoto foi de falha transcorrente, em que o movimento não apresenta elevação ou afundamento do terreno, não tendo perigo, portanto, de formar um tsunami.

Figura 3. Tensor momento sísmico para o evento. O movimento é de uma falha transcorrente de direção aproximada EW.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

Novos tremores na cordilheira meso-oceânica de 22 a 24/08/2016

      Entre os dias 22 e 24/08 ocorreram três tremores na cordilheira meso-oceânica. 
    No dia 22/08, às 02:57 UTC, ocorreu um tremor de magnitude 4.6. O epicentro do evento está localizado a aproximadamente 953 km a NNW da ilha de Ascensão, a 1.310 km a ESE de São Pedro e São Paulo, a 1.710 km a ENE de Fernando de Noronha e a 2.056 km a ENE de Natal. 
    No dia 23/08, às 17:47 UTC, ocorreu um tremor de magnitude 4.9. O epicentro do evento está localizado a aproximadamente 755 km a NNW da ilha de Ascensão, a 1.530 km a ESE de São Pedro e São Paulo, a 1.880 km a ENE de Fernando de Noronha, a 2.220 km a ENE de Natal e a 2.250 km a ENE de Recife. 
    No dia 24/08, às 04:27 UTC, ocorreu um tremor de magnitude 4.6, registrado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e que não consta na lista do USGS. O epicentro do evento está localizado a aproximadamente 90 km a W de São Pedro e São Paulo (dentro da Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas ou 370 km) , a 560 km a NNE de Fernando de Noronha, a 920 km a NNE de Natal e a 1.070 km a ENE de Fortaleza. 
    O mapa de localização epicentral está na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. Os epicentros estão simbolizados pelas estrelas. A estrela amarela indica o epicentro do evento do dia 22. A estrela verde indica o epicentro do evento do dia 23. A estrela vermelha indica o epicentro do evento do dia 24. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR). 
    O registro do evento do dia 23 na estação RCBR está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento do dia 23 na estação RCBR. O evento está dentro do retângulo verde. O sismo abaixo é o terremoto da Itália de magnitude 6.2 que causou mais de 200 mortes.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS, RSBR
Joaquim Ferreira