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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 08/01/2017

    Ontem, 08/01, às 04:19 UTC, ocorreu um tremor de magnitude 5.1 na cordilheira meso-oceânica. O epicentro do evento está localizado a aproximadamente a 515 km a NNE de Ascensão, a 1.990 km a ESE de São Pedro e São Paulo, a 2.260 km a E de Fernando de Noronha, a 2.565 km a ENE de Recife e a 2.575 km a E deNatal.
     O mapa de localização epicentral está na Figura 1. 

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está simbolizado pela estrela vermelha
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 05/01/2017

    Hoje, 05/01, às 03:23 UTC, ocorreu um tremor de magnitude 5.2 na cordilheira meso-oceânica. O epicentro do evento está localizado a aproximadamente a 1.022 km a SW de Santa Helena, a 1.618 km a S de Ascensão, a 2.890 km a E de Vitória, a 2.950 km a ESE de Salvador e a 3.140 km a E do Rio de Janeiro.
     O mapa de localização epicentral está na Figura 1. 


Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR). 
   
  O registro do evento na estação de RCBR está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro 24 h da estação RCBR. O evento está dentro do retângulo vermelho.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis) instalará estações portáteis no Maranhão

    A atividade sísmica no Maranhão continuava apresentando várias réplicas, segundo registros da estação ROSB, da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), instalada em Rosário, Maranhão, a cerca de 40 km da área epicentral.
    Levando em consideração essa atividade e o fato de que não há estudos com redes locais no Maranhão, o  LabSis resolveu instalar uma rede local para estudar a atividade sísmica ora presente. Hoje, seguiram para o Maranhão os técnicos Eduardo Menezes e Flauber Carlos devendo termos mais informações no final de semana. A viagem está sendo financiada pelo INCT de Estudos Tectônicos (INCT-ET), coordenado pelo Dr. Reinhardt Fuck.
    Um mapa da região onde será realizado o trabalho está mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa da região de interesse. O epicentro está representado pela estrela azul. A estação de Rosário (ROSB), pelo triângulo vermelho. Em destaque, os limites do município de Cachoeira Grande.
     Estamos em contato com a Defesa Civil do Maranhão que já está realizando um levantamento macrossísmico na área, o que permitirá ter um conhecimento do efeito do tremor próximo ao epicentro e não só em São Luís e Teresina.
      Em sismologia, monitoramento e estudo com redes locais são essenciais para o conhecimento da sismicidade de uma região. O monitoramento permite saber o que está acontecendo e, redes de monitoramento, como a RSBR, permitem determinar magnitudes e epicentros, estes dependendo da magnitude dos eventos e da distribuição da rede de monitoramento. A RSBR, que cobre todo o país, foi implementada com financiamento da Petrobrás e, atualmente, conta com recursos da CPRM  para sua operação e manutenção. As instituições que instalaram e operam a rede são o ON, a USP, a UFRN e a UnB, responsável pela estação ROSB.
     Estudos com redes locais permitem não só determinar com maior precisão os hipocentros dos sismos (epicentros e profundidades focais) bem como determinar o mecanismo focal, identificando o plano de falha. Isso é essencial para qualquer discussão sobre a correlação da sismicidade e feições geológicas mapeadas na região. O LabSis vem fazendo isso nos últimos 30 anos com bastante sucesso.
     Um mapa geológico da região pode ser visto na Figura 2.

Figura 2. Mapa geológico da região. Fonte: Lyell Collection.
    O que se pode afirmar preliminarmente é que a atividade sísmica está ocorrendo na parte sul do Cráton de São Luís. Esperamos que essa campanha permita dizer muito mais do que isso.

Fonte: LabSis/UFRN, RSBR, INCT-ET
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes, André Silva

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Tremor de terra no Maranhão em 03/01/2017

    Hoje, às 12:43 UTC (09:43, hora local), ocorreu um tremor de terra no estado do Maranhão. Esse tremor foi registrado por várias estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR; http://www.rsbr.gov.br/index.html) e teve seus parâmetros divulgados independentemente pela USP (http://www.sismo.iag.usp.br/ ) e pela UnB (http://www.obsis.unb.br/).
    Segundo a USP, o evento teria magnitude 4.6 e ocorrido próximo a Belágua. Para a UnB, o evento atingiu a magnitude 4.7 e ocorreu próximo a Vargem Grande. Independentemente dos parâmetros, esse foi um importante sismo na região Nordeste do Brasil, tendo sido sentido numa grande área nos estados do Maranhão e Piauí. Ver notícias, por exemplo, em:





    Em relação ao epicentro da USP o evento ocorreu a cerca de 90 km a SSE de São Luís e 240 km a NNE de Teresina. O mapa com a localização dos epicentros determinados está mostrado na Figura 1.

Figura 1. Mapa de localização epicentral. Em vermelho o epicentro localizado pela USP. Em amarelo, o epicentro localizado pela UnB.
    O registro desse evento na estação de Riachuelo-RN (RCBR) está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento na estação RCBR.
Fonte: LabSis/UFRN, RSBR, USP, UnB
Joaquim Ferreira, Eduardo Menezes, Heleno Lima Neto

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

João Câmara registra novo tremor de terra

Na madrugada do domingo (11.12), a cidade de João Câmara foi acometida por eventos sísmicos. O primeiro ocorreu às 11h29 (horário local), com magnitude de 2.1. O segundo tremor registrado foi às 3h31 com 1.7 de magnitude. O epicentro do terremoto foi na Região da Baixa de São Miguel, onde fica a Falha de Samambaia. Ao final da segunda-feira (12.12), o sismograma registrou 36 abalos sísmicos.
 Sismograma de RCBR mostrando tremores em João Câmara
 
Localização aproximada do epicentro dos tremores em João Câmara

 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Novo tremor na cordilheira meso-oceânica em 26/11/2016

    No dia 26/11, às 02:39 UTC, ocorreu um tremor de magnitude 5.0 na cordilheira meso-oceânica. O epicentro do evento está localizado a aproximadamente a 446 km a SE de São Pedro e São Paulo, a 844 km a N de Fernando de Noronha, a 1.085 km a NNE de São Miguel do Gostoso, a 1.095 km a NE de Fortaleza e a 1.110 km a NNE de Natal.
     O mapa de localização epicentral está na Figura 1. 

Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está simbolizado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Riachuelo (RCBR). 
    O registro desse evento na estação RCBR está mostrado na Figura 2.

Figura 2. Registro do evento na estação RCBR.
Fonte: LabSis/UFRN, USGS
Joaquim Ferreira

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

30 anos do terremoto de João Câmara: UFRN e IFRN promovem evento em alusão à data



    Este ano, o terremoto que abalou a cidade de João Câmara no dia 30 de novembro de 1986, bem como o início de uma sequência de eventos sísmicos nesta cidade completam, este ano, 30 anos. Estes eventos sísmicos foram marcantes sob aspectos científicos e sociais, e foram sem dúvida, a sequencia sísmica mais estudada no Brasil. Em alusão à data, o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e o campus João Câmara do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), realizam uma série de palestras com renomes da Sismologia nacional, técnicos e pessoas que vivenciaram o fato.
    Em Natal, o seminário ocorrerá no dia 29.11, entre as 8h e 18h, no anfiteatro do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET/UFRN) , com encerramento no Clube de Rádio Amadores do RN (Av. Rodrigues Alves, 1004 – Petrópolis), com o lançamento do Livro "João Câmara, 1986: Os abalos sísmicos e seus efeitos”, do Prof. Dr. Mario Takeya.
    Já na cidade de João Câmara, o evento acontecerá no dia 30.11, no campus local do IFRN, entre as 9h e as 15h30. Nomes de peso da Sismologia do Brasil estarão presentes, como Joaquim Ferreira, Alberto Veloso e Marcelo Assumpção.
    “Não poderíamos deixar de relembrar um acontecimento tão importante como esse. O sismo que ocorreu em 1986 abalou todo o país e mexeu diretamente com muitas famílias. Vamos rememorar e homenagear todo aquele trabalho  e aqueles que trabalharam na época”, explica o coordenador do LabSis, prof. Dr. Aderson Nascimento.

Sismo de João Câmara

    O sismo de João Câmara foi o de maior magnitude em uma série de eventos sísmicos que tiveram início no ano de 1986. O primeiro tremor – sentido inclusive em Natal – aconteceu no dia 21.08, e alcançou 4.3 na Escala Richter. No mês seguinte, foram dois eventos sísmicos: 4.3 e 4.4, respectivamente.  O terremoto principal ocorreu no dia 30.11, com magnitude de 5.1, seguido por milhares de réplicas. 

Fonte: LabSis/UFRN
Heloísa Lemos, Rodrigo Luiz.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Seminário LabSis de 24/11/2016

    Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 24/11, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o décimo segundo seminário do LabSis, do ciclo de 2016. A palestrante será Thuany Patrícia, do Departamento de Geofísica (DGEF) e do Programa de Pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica (PPGG).

Título: Bayesian Inversion of Receiver Functions and Surface Wave Dispersion Data from the Northeast of Brazil.

Resumo: 

We present crustal shear wave velocity models beneath 43 stations in the Northeast region of Brazil, using a method of Bayesian joint inversion for receiver functions and surface wave dispersion data. Our approach can be divided into two major steps combining the estimation of the model parametrization by a trans-dimensional optimization procedure and once it has defined the number of layers of the model, a Bayesian sampling is performed for the uncertainty estimation in a fixed dimension. Ideally, in a fully Trans-dimensional Bayesian inversion, the level of data determines the complexity of the model constraining the optimum number of unknowns (model parameters) as well as the different levels of uncertainty brought by different data types. However, it’s important to consider that this kind of approach demands an extremely high cost of computational efficiency. We avoid some of the computational burden involved in such procedure by selecting an optimum model parametrization by the use of a trans-dimensional algorithm of optimization, and then the sampling for the uncertainty estimation is carried out with the settled parametrization. Data errors are inferred by a combination of empirical and hierarchical approaches. The inversion is performed to observed data from the Borborema Province region (NE of Brazil), which consists of a complex tectonic framework characterized by different geological domains. Rayleigh wave group velocity dispersion curves and receiver functions are jointly inverted to investigate the Moho depth in the area, making use of a different methodology from what have been used so far for that region. The results presented in this work are coherent to previous published results that states the crust in the Borborema Province region can be divided into two types: a thicker crust (35-41km) observed in the high-standing topography of the south of Borborema Plateau; and a thinner crust (29-34km) observed in the low-standing topography of the province. The thickness of the crust is overall well correlated to the topography, except for the north of the Borborema Plateau which is a highly elevated region and the models display consistently thin crustal thickness, similar to what was reported for depression areas. Some authors interpret that the depression areas and the north region of the plateau have experienced a strong stretching during the Mesozoic, while the stronger rheological south region has not. The present high elevation of north is then related to an uplift that might have occurred during the Cenozoic. 


Fonte: LabSis/UFRN 
Jordi Julià, Rodrigo Luiz, Thuany Patrícia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Seminário LabSis de 17/11/2016

    Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 17/11, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o décimo primeiro seminário do LabSis, do ciclo de 2016. O palestrante será o Professor Dr. Jordi Julià Casas, do Departamento de Geofísica (DGEF) e do pós-graduação da Programa de Pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica (PPGG).

Título: Passive-Source Seismology in the Borborema Province of NE Brazil: Investigating Cenozoic Volcanism and Uplift

Resumo:

The Borborema Province of NE Brazil can be regarded as the remnant of a larger Proterozoic mobile belt that structured during the Brasiliano-Pan African orogeny at the end of the Neoproterozoic. The Province is scarred by a number of aborted rift basins resulting from extensional stresses related to the opening of the Atlantic ocean. After continental breakup, the Province was affected by episodes of intraplate volcanism and uplift, as expressed by the Macau-Queimadas magmatic alignment (93-7 Ma) and the high-standing Borborema Plateau (~1000 m). A number of models have been proposed to explain this intraplate activity, which invoke mantle plumes, small-scale convection cells, lateral crustal flow, and/or anomalous bodies in the lithospheric mantle. With the aim at discriminating among these competing models, the deep structure of the Province was investigated through analysis of seismic waves passively recorded at permanent and temporary seismic stations. At crustal levels, joint receiver function and surface-wave dispersion analysis revealed a 4-5 km thinning of the crust surrounding the southern Plateau, from 36-38 km to 30-32 km, along with the presence of a marked intra-crustal discontinuity accompanying the thin crust. Interestingly, the analysis also revealed the northern Plateau is a region of elevated thin crust. At upper mantle levels, SKS-splitting showed the mantle is surprisingly anisotropic at the heart of the Province, and body-wave tomography demonstrated the upper mantle under the northern half of the Province is markedly slower than that under the southern half. We propose the topographic variations are mostly the result of differential stretching during continental breakup - with Cenozoic uplift being restricted to the northern Plateau - while Cenozoic volcanism is likely to have resulted from lithospheric mantle sources. The lack of anisotropy in the mantle is harder to explain, and might have resulted from two layers with orthogonally oriented fast axes.

Fonte: LabSis/UFRN 
Jordi Julià, Rodrigo Luiz
 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Seminário LabSis de 10/11/2016

    Dando continuidade a série de seminários de 2016, nesta quinta-feira, dia 10/11, às 15:30h, no auditório do Módulo REUNI do Departamento de Geofísica, será proferido o décimo seminário do LabSis, do ciclo de 2016. A palestrante será Ana Milena, aluna de pós-graduação da Programa de Pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica (PPGG).

Título: Um estudo na Província ocidental da Borborema com dados Eletromagnéticos e Sísmicos

Resumo:

A Província da Borborema, localizada no extremo nordeste do Brasil, é um grande domínio pré cambriano na porção mais nordeste da América do Sul. A origem do levantamento através do Planalto da Borborema tem sido foco de uma série de estudos multi-disciplinares nos últimos anos, que têm imageado a estrutura profunda da província oriental com detalhes sem precedentes. No entanto, o levantamento na província ocidental, apesar de ser um excelente exemplo de inversão de bacia (pois tem demonstrado isso através das elevações de ~ 1000 km da Chapada do Araripe), não tem sido muito investigada. Para atenuar essa situação, uma rede temporária de 10 estações sísmicas e magnetotelúricas foi implantado na província ocidental. As estações colocadas foram dispostas, em linha orientada N-S, com um espaçamento de ~ 70 km e abrangeram um comprimento total de ~ 600 km. As estações sísmicas consistiram em amostragem de sensores de banda larga a 100 Hz e foram implantadas em janeiro de 2015; as estações de MT consistiram em sistemas magnetotelúricos de longo período, amostragem de 1 Hz e 4 Hz, e foram implantados em abril de 2015 por um período de ~ 2 semanas. Resultados preliminares baseados em funções de receptor da onda P, sugerem que a crosta aumenta sua espessura gradualmente para o sul, a partir de 36 km na extremidade norte e de 44 km na porção sul (cráton de São Francisco), enquanto que a análise dos dados de MT sugere heterogeneidades marcadas com alterações laterais nas propriedades elétricas. O estreitamento local da crosta é observada sob a bacia do Araripe e uma estrutura resistiva de espessamento caracteriza o manto litosférico sob o cráton do São Francisco.

Fonte: LabSis/UFRN
Ana Milena, Jordi Julià, Rodrigo Luiz